Contorno Corporal · Rio de Janeiro

Ugraft no Rio de Janeiro

A Ugraft é a enxertia de gordura dentro do músculo, guiada por ultrassom, feita como etapa de uma lipoaspiração de definição. Ela acentua o relevo, e é bom saber disso desde o começo: não faz músculo crescer nem substitui treino. Aqui você entende a técnica, para quem ela costuma fazer sentido e o que ainda está em aberto sobre ela.

Membro da SBCP Barra da Tijuca, Rio de Janeiro CRM/RJ 52-111919-2 · RQE 55867
A técnica

O que é a Ugraft

Ugraft é a sigla em inglês de Ultrasound Guided Rectus Abdominis Fat Transfer, ou seja, enxertia de gordura no músculo reto abdominal guiada por ultrassom. O nome descreve exatamente o que a técnica faz: parte da gordura retirada na lipoaspiração é reinjetada dentro do músculo, com a cânula conduzida sob imagem de ultrassom em tempo real.

Ela não é uma cirurgia isolada. É uma etapa que se soma a uma lipoaspiração de definição, aquela que trabalha o relevo do abdômen retirando gordura em camadas diferentes ao redor dos músculos. A lipo desenha o contorno por fora; a enxertia no músculo acrescenta volume por dentro, no ponto onde o cirurgião quer mais projeção. É por isso que o procedimento costuma aparecer com o nome comercial de Lipo HD Ugraft.

A descrição original da técnica é brasileira: foi apresentada em 2019 por Cansanção, Viaro, Viaro e Danilla, com a cânula introduzida por uma incisão na região umbilical e guiada pela imagem do ultrassom até o plano do músculo reto abdominal. O ultrassom não é enfeite: ele é o que mostra, a cada momento, em que camada a ponta da cânula está.

Em resumo

O que a técnica é e o que ela não é

  • É uma etapa dentro da lipoaspiração de definição, não uma cirurgia à parte
  • Usa a gordura da própria pessoa, aspirada na mesma cirurgia
  • Deposita essa gordura dentro do músculo, sob visão de ultrassom
  • Tem efeito visual: acentua o relevo já existente
  • Não faz o músculo crescer e não substitui treino
  • Não é cirurgia para emagrecer
Passo a passo

Como a gordura chega ao músculo

O procedimento é feito em ambiente hospitalar, sob anestesia, dentro de uma cirurgia de contorno corporal. Em linhas gerais, o caminho é este:

01

Avaliação e marcação

Exame físico, percentual de gordura, qualidade da pele, musculatura que já existe e rotina de treino. É aqui que se decide se a definição faz sentido no seu biotipo e em que grau. A marcação do relevo é feita com você em pé.

02

Lipoaspiração

A gordura é aspirada nas áreas combinadas, em camadas, para revelar o desenho natural dos músculos. Essa é a parte que define o contorno e responde pela maior parte do resultado que se vê.

03

Preparo da gordura

A gordura aspirada é decantada e separada, para que seja enxertado tecido viável, e não sangue nem líquido da infiltração. Só uma fração do que foi retirado serve para enxerto.

04

Enxerto guiado por ultrassom

Uma cânula fina entra por uma incisão pequena e é conduzida sob imagem de ultrassom até o plano do músculo, onde a gordura é depositada em pequenos volumes. A imagem existe para o cirurgião ver em que camada está, em vez de trabalhar às cegas.

Sem promessa

Gordura enxertada não vira músculo

Essa é a frase que vale a pena ler duas vezes, porque ela contraria a maneira como a técnica costuma ser anunciada. O que a enxertia acrescenta é volume de gordura dentro do músculo, o que muda o relevo que se enxerga por fora. Ela não hipertrofia o músculo e não tem efeito de treino.

O que a técnica entrega

Um efeito visual

Mais projeção nos pontos onde a gordura foi depositada, o que acentua o relevo do abdômen quando ele já existe por baixo. É um recurso de acabamento dentro da cirurgia de definição, somado ao que a lipoaspiração faz retirando gordura em camadas.

A gordura enxertada, como em qualquer lipoenxertia, é parcialmente reabsorvida ao longo dos primeiros meses, e o resultado se estabiliza depois disso. Ganho ou perda de peso importante depois da cirurgia muda o que se vê, porque a gordura enxertada continua sendo gordura.

O que ela não entrega

Músculo novo

Leandro Faustino, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é direto ao comentar a técnica na imprensa: é um equívoco dizer que há crescimento da musculatura, e o efeito comprovado do procedimento é visual. A ciência ainda não demonstrou que a gordura enxertada se transforma em músculo.

Por isso quem não treina tende a se decepcionar: sem musculatura por baixo, não há relevo para acentuar. E, como toda cirurgia de contorno, ela não emagrece nem trata flacidez de pele, que é outro problema, com outras soluções.

Nenhuma técnica de contorno corporal entrega resultado garantido. O que se pode dizer com honestidade é o que ela costuma acrescentar, em quem, e com quais limites.

Indicações

Para quem a técnica costuma fazer sentido

A enxertia no músculo é um acabamento, e acabamento só aparece quando existe base. Por isso o perfil de quem se beneficia é bem mais estreito do que o de uma lipoaspiração comum.

Faz sentido avaliar quando

Já existe músculo por baixo

  • Rotina de treino de força regular, mantida antes e depois da cirurgia
  • Percentual de gordura já baixo, com o relevo aparecendo em parte
  • Peso estável, sem plano de emagrecer muito depois
  • Pele com boa qualidade de retração na região tratada
  • Saúde compensada e exames pré-operatórios em ordem
  • Expectativa de acentuar o que já existe, e não de criar um corpo novo
Quando o caminho é outro

Nem todo abdômen pede definição

  • Quem quer resultado sem treinar: sem musculatura por baixo, não há relevo para acentuar
  • Quem busca emagrecimento: contorno corporal não é cirurgia de perda de peso
  • Quando a queixa principal é excesso de pele: aí a conversa passa por abdominoplastia, não por definição
  • Quando o desejo é um resultado natural e discreto: uma lipoescultura ou uma definição suave costuma servir melhor ao biotipo
  • Gestação recente, amamentação em curso ou plano de engravidar em breve
  • Condições clínicas que precisam ser compensadas antes de qualquer cirurgia

Comentando a técnica na imprensa, o cirurgião Leandro Faustino, da SBCP, resume o ponto: nem todo mundo é bom candidato a enxerto intramuscular, e a pessoa precisa ter atividade física regular para o resultado ficar harmônico. A procura vem principalmente de homens entre 25 e 40 anos.

Segurança

O que já se sabe e o que ainda está em aberto

Esta é a parte que quase nunca aparece no vídeo de antes e depois, e é a que mais importa na hora de decidir.

Técnica recente, seguimento curto

A Ugraft é permitida no Brasil, mas ainda é tratada como técnica experimental: os efeitos de longo prazo não foram avaliados, principalmente quando o enxerto é feito em musculaturas diferentes do abdômen. O que acontece com essa gordura ao longo dos anos, ou em quem engorda depois da cirurgia, ainda não tem resposta consolidada na literatura.

No glúteo, enxerto no músculo não se faz

Essa é uma linha vermelha da cirurgia plástica moderna. Os avisos conjuntos das sociedades internacionais sobre enxertia de gordura no glúteo, de 2018 e 2019, orientam depositar gordura apenas no plano subcutâneo, acima da fáscia glútea. A injeção dentro do músculo glúteo é o mecanismo por trás da embolia gordurosa pulmonar, complicação rara e potencialmente fatal, por causa dos vasos calibrosos da região.

Riscos que a lipoaspiração já tem

Como a técnica acontece dentro de uma lipoaspiração, ela carrega os riscos dela. A revisão da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica lista, entre os mais comuns e menos graves, irregularidades de contorno, hematoma, seroma, inchaço, flacidez de pele e alterações de cor. Entre os graves e raros: infecção, necrose de pele, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar, toxicidade dos anestésicos e embolia gordurosa.

Nada disso serve para assustar, e sim para escolher com informação. Cirurgia de contorno feita por cirurgião plástico com registro, em ambiente hospitalar, com equipe de anestesia e indicação bem estabelecida, é o que reduz risco. Volume aspirado, tempo de cirurgia e número de procedimentos associados também entram nessa conta.

O olhar da Dra. Iara

Definição por indicação, não por moda

A Dra. Iara Batalha é cirurgiã plástica com foco em contorno corporal, e a lipoaspiração é a ferramenta principal do trabalho dela. A forma como ela conduz esse trabalho tem um nome: Método Batalha Contour, uma jornada que começa no planejamento, passa pela escolha da técnica caso a caso e termina no acompanhamento do pós-operatório.

Dentro desse método, definição existe, mas em dose. Ela trabalha a lipo de alta definição em grau leve a moderado, quando há indicação clínica e o biotipo permite, e evita exagero. A gordura retirada pode ser reaproveitada de forma estratégica, na lipoenxertia, quando isso harmoniza o conjunto. As tecnologias de apoio entram como ferramenta de eficiência e acabamento, quando fazem sentido naquele caso, e não porque estão em alta.

É por isso que a conversa sobre Ugraft, na consulta dela, começa por outra pergunta: o que exatamente incomoda você quando se olha no espelho? A resposta é que define a técnica. Às vezes o caminho é uma lipoaspiração bem indicada, às vezes uma definição suave, às vezes nada de cirurgia por enquanto.

Antes de perguntar

Esta página é informativa

Ela explica a Ugraft para quem pesquisa a técnica no Rio de Janeiro, com o que a literatura e a SBCP dizem sobre ela até aqui. Nenhuma técnica é indicada por uma página de site.

Se a definição abdominal é o que te trouxe até aqui, o passo seguinte é uma avaliação presencial: exame físico, análise do seu biotipo e da sua rotina, e uma conversa honesta sobre o que cabe e o que não cabe no seu caso. É na consulta que a Dra. Iara define a indicação, inclusive a de não operar.

Quem avalia

Dra. Iara Batalha

Cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a Dra. Iara atende na Barra da Tijuca e opera no Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro. A consulta dela é longa, de cerca de uma hora e meia, porque antes de propor qualquer cirurgia ela quer entender o que de fato incomoda. As cirurgias de contorno seguem os protocolos do Método Batalha Contour: anestesia segura e personalizada, controle do pós-operatório imediato e acompanhamento ativo da recuperação.

Especialidade

Cirurgia Plástica · membro da SBCP

Registro

Iara Batalha, médica, CRM/RJ 52-111919-2 · Cirurgia Plástica, RQE 55867

Consultório

Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Hospital e anestesia

Hospital Quinta D'Or, com o Dr. Iuri Eleutério

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre Ugraft

Vem do inglês Ultrasound Guided Rectus Abdominis Fat Transfer: enxertia de gordura no músculo reto abdominal guiada por ultrassom. A técnica foi descrita em 2019 por Cansanção, Viaro, Viaro e Danilla, e consiste em reinjetar parte da gordura aspirada dentro do músculo, com a cânula conduzida sob imagem de ultrassom em tempo real, dentro de uma cirurgia de lipoaspiração de definição.
Não. Essa é a confusão mais comum sobre a técnica. Leandro Faustino, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diz na imprensa que é um equívoco falar em crescimento da musculatura: o efeito comprovado do procedimento é visual. A gordura enxertada acrescenta volume dentro do músculo, o que muda o relevo que se enxerga por fora, e nada mais do que isso.
Não substitui, e depende dele. A técnica acentua um relevo que já existe; sem musculatura por baixo, não há o que acentuar. Quem não tem rotina de treino de força costuma ser justamente quem mais se decepciona com o resultado. Manter o treino depois da cirurgia também faz parte de sustentar o que foi feito.
Em geral, quem já treina com regularidade, tem percentual de gordura baixo, peso estável, pele com boa qualidade de retração e expectativa de acentuar o que já existe. Faustino, da SBCP, resume assim: nem todo mundo é bom candidato a enxerto intramuscular, e a pessoa precisa ter atividade física regular para o resultado ficar harmônico. A procura vem principalmente de homens entre 25 e 40 anos. A avaliação presencial é o que define isso caso a caso.
Não é o que se faz hoje, e essa é uma linha vermelha de segurança. Os avisos conjuntos das sociedades internacionais sobre enxertia de gordura no glúteo, de 2018 e 2019, orientam depositar gordura apenas no plano subcutâneo, acima da fáscia glútea. A injeção dentro do músculo glúteo é o mecanismo por trás da embolia gordurosa pulmonar, complicação rara e potencialmente fatal, por causa dos vasos calibrosos da região.
Como em qualquer lipoenxertia, parte da gordura transferida é reabsorvida ao longo dos primeiros meses, e o resultado se estabiliza depois disso. A gordura que permanece continua sendo gordura: engordar ou emagrecer bastante depois da cirurgia muda o que se vê. O comportamento dela ao longo de muitos anos ainda não tem resposta consolidada, porque a técnica é recente.
Como a enxertia acontece dentro de uma lipoaspiração, ela carrega os riscos dela. A revisão sistemática da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica lista, entre os mais comuns e menos graves, irregularidades de contorno, hematoma, seroma, inchaço, flacidez de pele e alterações de cor. Entre os graves e raros: infecção, necrose de pele, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar, toxicidade dos anestésicos e embolia gordurosa. Some-se a isso o fato de a técnica ainda ser tratada como experimental, com efeitos de longo prazo não avaliados, principalmente fora do abdômen.
Não. A lipoescultura é a lipoaspiração pensada como desenho de contorno, com naturalidade e proporção. A lipo de alta definição é a que trabalha o relevo, retirando gordura em camadas ao redor dos músculos. A Ugraft é uma etapa que pode ser somada a essa cirurgia: em vez de só retirar, ela também devolve gordura para dentro do músculo. Por isso o nome comercial mais comum é Lipo HD Ugraft.
A indicação de qualquer técnica é individual e definida em consulta, depois do exame físico. O que a Dra. Iara prioriza no contorno corporal está declarado: lipo de alta definição em grau leve a moderado, quando há indicação clínica e o biotipo permite, sem exageros, e reaproveitamento estratégico da gordura retirada quando isso harmoniza o conjunto. A avaliação presencial é o que define qual caminho atende ao seu caso, inclusive o de não operar agora.
Ela segue a recuperação da lipoaspiração à qual a técnica se soma: cinta compressiva, drenagem linfática quando indicada, retorno progressivo às atividades e retornos marcados em consultório. Treino de força só volta com liberação médica, e no caso de enxerto no músculo essa liberação é conversada em cada retorno. Veja as orientações de pós-operatório.
O valor depende da avaliação: quais áreas serão tratadas, quais procedimentos serão associados, hospital e equipe. Por isso ele é combinado em consulta, depois do exame físico, como orienta o Conselho Federal de Medicina. O que a equipe adianta no primeiro contato é o valor da consulta.
Pelo pré-atendimento do site: você preenche seus dados e a equipe entra em contato pelo WhatsApp para marcar. A consulta é presencial, na Barra da Tijuca, e dura cerca de uma hora e meia, porque a Dra. Iara quer entender o que de fato incomoda antes de propor qualquer cirurgia.
Rio de Janeiro

Avaliação de contorno corporal na Barra da Tijuca

A avaliação é presencial, no consultório da Dra. Iara na Barra da Tijuca. É nela que se examina a região, se conversa sobre expectativa e se define qual técnica atende ao seu caso, ou se o momento pede outra coisa. As cirurgias acontecem em ambiente hospitalar, no Hospital Quinta D'Or, e o pós-operatório é acompanhado de perto no consultório.

Consultório

R. Gildásio Amado, 55, Sala 602
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ
CEP 22631-020

Como começar

Preencha o pré-atendimento pelo botão ao lado. A equipe da Dra. Iara entra em contato para agendar a sua avaliação.

O resultado varia de pessoa para pessoa. Ele depende de características individuais como anatomia, percentual de gordura, qualidade da pele, idade, rotina de treino e condições de saúde, da técnica indicada para cada caso e do cuidado no pós-operatório. A indicação só pode ser definida em consulta. Esta página tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.

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Referências
  1. Cansanção AL, Viaro MSS, Viaro PS, Danilla S. Enxertia de gordura no músculo reto abdominal guiado por ultrassom (UGRAFT): uma nova técnica para o aumento de definição abdominal na lipoaspiração. Boletim de Cirurgia Plástica, 2019. boletim.med.br
  2. Metrópoles. Lipo HD Ugraft promete transformar gordura em músculos. É possível? Declarações do cirurgião plástico Leandro Faustino, membro titular da SBCP. metropoles.com
  3. Multi-Society Gluteal Fat Grafting Task Force. Safety advisory sobre enxertia de gordura no glúteo, 2018. plasticsurgery.org
  4. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Complicações em lipoaspiração: revisão sistemática. rbcp.org.br
  5. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM 2.336/2023 (publicidade médica). cfm.org.br

Página revisada em 25 de agosto de 2026. Conteúdo informativo sobre a técnica, elaborado a partir das fontes acima. Não substitui a consulta médica.