Dor depois da cirurgia plástica: estratégia multimodal e protocolo ERAS | Dr. Iuri Eleutério
Pós-Operatório

Dor depois da cirurgia plástica: a estratégia multimodal e o protocolo ERAS

Como combino bloqueios regionais, paracetamol, anti-inflamatórios, profilaxia de náusea e os princípios do ERAS para que a recuperação seja mais confortável, com o mínimo de opioide.

Existe uma frase que eu escuto bastante na consulta pré-anestésica: "doutor, eu sei que vai doer, é só me dar o remédio mais forte". O instinto da paciente faz sentido, ela está se preparando para algo desconhecido e quer ter certeza de que vai aguentar. Mas a anestesia em cirurgia plástica de hoje opera com uma ideia bem diferente daquela. A dor pós-operatória não precisa ser "esperada e suportada". Ela pode ser planejada antes e tratada em camadas, com o mínimo possível de opioide. Esse é o conceito central da analgesia multimodal e dos protocolos ERAS, e é assim que eu trabalho ao lado da Dra. Iara Batalha.

Esse texto explica por que mudamos do esquema antigo (opioide forte, paciente sonolenta e enjoada na cama) para um esquema em camadas que combina técnicas regionais, anti-inflamatórios, paracetamol e drogas adjuvantes. O que é PONV (a náusea pós-operatória, esse "outro lado da dor"). E o que é o protocolo ERAS, que reúne esse pacote inteiro e mostrou, em estudos sólidos, que reduz tempo de internação e prescrição de opioide sem aumentar complicação.

Por que a dor não precisa ser esperada e suportada

Durante muito tempo, a equação anestésica foi simples: cirurgia gera dor, opioide trata dor. Em cirurgia plástica isso significava acordar com morfina ou tramadol em dose alta, dormir o dia inteiro, sentir náusea, ficar internada uma noite a mais "por causa da dor", e levar para casa receita de opioide oral por vários dias. A paciente sobrevivia, mas a recuperação era ruim.

A literatura anestésica das últimas duas décadas mostrou que dá para fazer melhor. A ideia central, descrita em revisões de referência sobre analgesia multimodal [1], é direta: em vez de empilhar dose de uma única classe de droga, combinar fármacos e técnicas com mecanismos diferentes da via da dor, somando efeitos e reduzindo o quanto a paciente precisa de opioide. Em cirurgia plástica estética (abdominoplastia, lipoaspiração de grande volume, cirurgia de mama), essas revisões mostram redução de dor, de consumo de opioides, de náusea e do tempo de internação [2, 3]. Em revisão sistemática de reconstrução mamária com implante, 92% dos estudos com infusão contínua de anestésico local mostraram efeito poupador de opioide [4].

Resumindo: multimodal não é "mais remédio". É menos remédio total, escolhido com critério, dado em mecanismos diferentes, no momento certo do perioperatório.

Os bloqueios regionais como base do pacote

Antes dos comprimidos, vale entender a peça mais potente do esquema multimodal: o bloqueio regional. Em cirurgia plástica, são técnicas de plano fascial guiadas por ultrassom, que depositam anestésico local em camadas específicas para cobrir a região operada.

Para abdominoplastia e lipoabdominoplastia, o TAP block (plano transverso do abdome) reduz escores de dor, prolonga o tempo até o primeiro analgésico e diminui o risco de náusea e vômito pós-operatório (odds ratio de 0,18, IC 95% 0,04 a 0,90) [5]. Meta-análise em rede comparando bloqueios em abdominoplastia confirmou TAP, retus, pararretus e intercostais como otimizadores do controle pós, com o TAP no melhor perfil global [6, 7].

Para cirurgia de mama (mamoplastia, prótese, redução), os bloqueios PECS I e PECS II e o bloqueio do serrátil reduzem dor de repouso, consumo intra e pós-operatório de opioide e PONV [8, 9]. O bloqueio do plano do erector da espinha (ESP) também reduz dor e consumo de opioides em cirurgia de mama [10], e em mastectomia radical modificada o PECS II tende a superar o ESP em alguns desfechos [11]. A SAMBA, sociedade norte-americana de anestesia ambulatorial, formalizou a indicação dos bloqueios pectorais para cirurgia mamária ambulatorial em 2022 [12].

Por que isso importa para a paciente? O bloqueio reduz a dor "na origem", antes que ela suba pela medula e chegue ao cérebro. Quando bem feito, cobre as primeiras 12 a 24 horas de pós, que são as mais delicadas, e nesse intervalo o resto do esquema (paracetamol, AINE, antiemético) tem espaço para funcionar. Sem bloqueio regional, o pacote multimodal vira mais frágil.

Multimodal não é "mais remédio"

A primeira reação de muita gente, ao ouvir "vamos usar paracetamol mais anti-inflamatório mais bloqueio mais antiemético", é achar que é uma sopa de medicação. É o oposto. Cada droga e cada técnica entra em uma dose menor, em um momento específico, atacando a via da dor por um caminho diferente. Isso é o que reduz dor relatada, reduz náusea e reduz quanto a paciente precisa de opioide.

Os adjuvantes não opioides que entram no pacote

Cobertos os bloqueios, o restante do esquema combina drogas com mecanismos diferentes. Cada uma tem um motivo claro de estar ali.

O paracetamol (1 g oral ou venoso) é a base. Em revisão Cochrane, dose única oral tem NNT de 3,5 a 4,6 para alívio igual ou maior que 50% da dor moderada a intensa [13, 14]. Não interfere em plaquetas, não causa sangramento. Entra no pré-operatório imediato e segue de 6 em 6 horas no pós, em horário fixo.

Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como cetoprofeno, cetorolaco e ibuprofeno, somam efeito ao paracetamol. A revisão Cochrane mostra que ibuprofeno 400 mg tem NNT de 2,7, e a combinação ibuprofeno mais paracetamol é sinérgica, com NNT ainda menor [15]. Em cirurgia plástica, eu uso AINE com critério, porque existe precaução real pelo risco teórico de sangramento e formação de hematoma, especialmente em mama. A decisão é feita em conjunto com a Dra. Iara, considerando a cirurgia e o perfil de coagulação.

A lidocaína venosa intraoperatória em infusão contínua reduziu dor precoce e tempo de internação em estudos randomizados [16]. A cetamina venosa em baixa dose reduz consumo total de opioide [17, 18]. A dexmedetomidina reduz necessidade de anestésico intraoperatório e melhora a qualidade da recuperação [19]. Gabapentinoides entram quando o caso justifica, com cuidado pelo efeito sedativo, e não são rotina.

Resumindo: cada adjuvante entra com objetivo específico, não como pacote de "tudo para todo mundo". Quem é jovem, ASA I, sem comorbidade, indo para uma lipo de média extensão, recebe um esquema mais enxuto. Quem é candidata a abdominoplastia ampla ou cirurgia combinada, recebe o pacote completo.

PONV: o "outro lado da dor"

Existe uma queixa pós-operatória que nem sempre aparece nas conversas de antes da cirurgia: a náusea e o vômito pós-operatórios, ou PONV. Pacientes que esperavam "dor" às vezes ficam mais incomodadas com PONV do que com a dor cirúrgica em si. E PONV não é "azar". É previsível.

O escore mais usado no mundo é o Apfel score [20]. Quatro fatores, cada um vale 1 ponto: sexo feminino, não fumante, história prévia de PONV ou cinetose, e uso de opioides no pós-operatório. (A definição original também considerou idade, com adultos jovens em risco maior em algumas versões.) O risco estimado de PONV vai de 10% (escore 0) a 21%, 39%, 61% e 79% conforme o escore sobe.

Por que importa em cirurgia plástica estética? A paciente típica concentra três dos quatro fatores: é mulher, geralmente não fumante, e vai receber algum opioide. Isso já a coloca em risco intermediário a alto, antes de qualquer outra coisa.

A profilaxia é em camadas, consolidada no quarto consenso internacional sobre PONV [21] e em revisões recentes [22]. Para todo paciente adulto, dois antieméticos como base (geralmente ondansetrona, antagonista 5-HT3, e dexametasona). Em risco maior, somar mais opções: droperidol ou haloperidol em baixa dose, aprepitanto (antagonista NK1) quando o risco é especialmente alto. A técnica anestésica também conta: TIVA com propofol reduz PONV comparada à manutenção inalatória, e entra no plano quando o perfil justifica.

PONV em mulher jovem que vai operar plástica

Mulher, não fumante, recebendo opioide no pós: três fatores Apfel já marcados. Risco de PONV pode chegar facilmente a 39% ou mais sem profilaxia. Por isso a profilaxia em camadas é discutida na consulta pré-anestésica, não improvisada na sala. Reduzir opioide com bloqueio regional e analgesia multimodal é a forma mais elegante de também reduzir PONV.

O protocolo ERAS em cirurgia plástica

ERAS é a sigla de "Enhanced Recovery After Surgery", recuperação aprimorada após a cirurgia. É um conjunto de medidas pré, intra e pós-operatórias que, juntas, reduzem tempo de internação, consumo de opioide e melhoram qualidade de recuperação. Em cirurgia plástica, os princípios estão consolidados em atualização de 2023 [23] e nas recomendações da ERAS Society para mama [24].

Os pilares práticos do ERAS em cirurgia plástica:

  • Jejum líquido reduzido, com líquidos claros até 2 horas antes da indução, no lugar do jejum prolongado da escola antiga.
  • Carga de carboidrato pré-operatória (100 g na véspera e 50 g 2 horas antes), com redução de tempo de internação [25, 26].
  • Anestesia regional sempre que cabe (TAP, PECS, ESP, paravertebral conforme a cirurgia).
  • Analgesia multimodal sem opioide rotineiro, com opioide apenas como resgate.
  • Normotermia transoperatória (manter temperatura central acima de 36 graus, com aquecedor de ar forçado).
  • Fluido balanceado, em quantidade ajustada à cirurgia, evitando excesso.
  • Profilaxia em camadas de PONV, conforme Apfel.
  • Mobilização precoce no pós, ainda na recuperação anestésica quando viável.

Os números que justificam o ERAS

O argumento mais forte em favor do ERAS é o que ele entrega em desfechos concretos. Em reconstrução mamária, meta-análise mostrou redução de tempo de internação e de consumo de narcótico, sem aumento de complicações [27]. Em reconstrução com expansor de tecido, 96,5% das pacientes ERAS receberam alta no primeiro dia pós-operatório, contra 70,2% no grupo tradicional [28]. Em cirurgia mamária alloplástica, há séries mostrando alta no mesmo dia com segurança [29], e em DIEP o impacto também é positivo [30].

O dado que mais me chama atenção é o de prescrição de opioides em cirurgia plástica. Antes do ERAS, a prescrição típica girava em torno de 332 morfina-equivalentes por paciente. Depois do ERAS, caiu para cerca de 100 morfina-equivalentes [31]. Em cirurgia plástica ambulatorial, somar bloqueios regionais guiados por ultrassom dentro do ERAS reduziu prescrição e consumo de opioides [32]. Esses números falam de uma cirurgia inteira diferente, do começo ao fim.

Por que minimizar opioide importa, mesmo em cirurgia eletiva

Existe uma razão concreta para reduzir opioide ao mínimo necessário, além da náusea e da sonolência. Revisão sistemática com mais de 1,9 milhão de pacientes encontrou que cerca de 7% continuam usando opioides após 3 meses de cirurgia eletiva [33]. O estudo populacional original em JAMA Surgery confirmou incidência semelhante [34]. É um número incômodo: cirurgia eletiva, paciente jovem, mais de 1 em 15 ainda usa o remédio meses depois.

Não é diagnóstico de dependência, e a maioria dessas pessoas para sozinha. Mas o sinal está lá, e justifica a régua alta. Em cirurgia plástica, em que a paciente é eletiva, geralmente saudável e com vida ativa, esse número de 7% é especialmente desconfortável. Quanto menos opioide a gente conseguir prescrever sem prejudicar o controle da dor, melhor. O esquema multimodal entrega exatamente isso.

O papel da consulta pré para que o esquema funcione

Existe um detalhe subestimado: a forma como a paciente espera a dor influencia a dor que ela vai sentir. Pacientes que esperam dor intensa têm mais chance de relatar dor moderada a intensa de fato no pós-operatório [35]. Educação pré-operatória bem feita reduz ansiedade, dor relatada e tempo de internação [36, 37, 38].

Por isso a consulta pré-anestésica não termina no exame físico. Eu reservo um tempo para explicar, em linguagem clara, o que vai acontecer: a anestesia, o bloqueio regional, o esquema de paracetamol e AINE em horário fixo, a profilaxia de PONV, o opioide só como resgate. A paciente sai sabendo que dor moderada nas primeiras horas é esperada, que existe plano para tratá-la, e que existe sinal de alerta para dor "que não é esperada". Não diminui a dor por mágica, diminui o quanto ela "machuca" sobre o dado neurofisiológico, e isso a literatura mostra com consistência.

O pacote multimodal ideal, em uma tabela

Para uma paciente saudável (ASA I ou II) indo para lipoaspiração, abdominoplastia ou cirurgia combinada em ambiente hospitalar acreditado, o pacote típico fica assim:

CamadaQuando entraPara que serve
Bloqueio regional (TAP, PECS ou ESP, conforme a cirurgia)Intraoperatório, guiado por ultrassom.Cobre dor das primeiras 12 a 24 horas, "trava" a entrada do estímulo doloroso, base do plano.
Paracetamol 1 gPré-operatório imediato e de 6 em 6 horas no pós, em horário fixo.Analgesia de base, sem efeito em plaquetas.
AINE (cetoprofeno, cetorolaco ou ibuprofeno)Conforme indicação cirúrgica e perfil de sangramento, decidido com a equipe.Soma com paracetamol, NNT muito favorável, reduz inflamação local.
Antiemético em camadas (ondansetrona + dexametasona como base, droperidol ou aprepitanto se Apfel alto)Intraoperatório, conforme escore Apfel.Profilaxia de PONV, conforto no pós, retomada precoce de dieta.
Opioide de resgate (em dose mínima, oral, no pós)Apenas se a dor escapar do esquema multimodal.Plano B, não plano A. Reduzir uso é objetivo explícito do protocolo.

Esse pacote é discutido na consulta pré-anestésica, validado em conjunto com a Dra. Iara conforme a cirurgia indicada e registrado no prontuário. Não é protocolo decorativo. É a forma como a paciente acorda com menos dor, sem náusea, e tem uma recuperação mais leve do que a recuperação que a mãe ou a tia dela teve ao operar plástica vinte anos atrás.

A consulta pré que preserva analgesia

O plano analgésico não é decidido na sala. Ele é decidido na consulta pré-anestésica, conforme o porte da cirurgia, o escore Apfel, o perfil de sangramento, as comorbidades e a expectativa da paciente. Quem chega na sala já sabe qual bloqueio vai receber, qual antiemético, qual o esquema oral em casa, e o que esperar das primeiras 24 horas. Esse alinhamento é parte do controle de dor, não um detalhe à parte.

Para fechar, com a honestidade que essa parte da cirurgia merece

Cirurgia plástica não precisa ser sinônimo de pós-operatório sofrido. A literatura das últimas duas décadas mostrou um caminho claro: combinar bloqueio regional, analgesia multimodal não opioide, profilaxia em camadas de PONV e os princípios do ERAS reduz dor, náusea, tempo de internação e prescrição de opioide. Tudo ao mesmo tempo, sem trade-off.

Não significa que a paciente não vai sentir nada. Cirurgia tem inflamação, inchaço, desconforto esperado. Significa que dor intensa, dor que tira o sono, dor que impede de levantar, não é parte obrigatória do roteiro. Quando o plano é desenhado com método antes da sala e executado em camadas durante e depois da cirurgia, a recuperação é diferente. Esse é o padrão que eu trabalho ao lado da Dra. Iara, em hospital acreditado no Rio de Janeiro, e é o padrão que considero correto para qualquer cirurgia plástica eletiva hoje.

Dr. Iuri Eleutério
Dr. Iuri Eleutério, anestesiologista

Conduz anestesia personalizada em cirurgia plástica ao lado da Dra. Iara Batalha, em hospital acreditado no Rio de Janeiro. O foco é segurança em cada etapa: avaliação pré-anestésica criteriosa, técnica adequada à cirurgia e ao paciente, e analgesia multimodal para uma recuperação mais confortável.

Fontes

  1. Garimella V, Cellini C. Postoperative Pain Control (revisão sobre analgesia multimodal). PMC. PMC 6193589
  2. Barker JC, et al. Multimodal Pain Management in Plastic Surgery. Aesthetic Plastic Surgery. PMC 9094416
  3. Multimodal Pain Control in Abdominoplasty. Aesthetic Surgery Journal, 2024. ASJ 2024
  4. Opioid-sparing strategies in alloplastic breast reconstruction. PubMed. PubMed 34796086
  5. TAP block in abdominoplasty. PMC. PMC 10726299
  6. Network meta-analysis of regional blocks in abdominoplasty. Aesthetic Surgery Journal, 2023. ASJ 2023
  7. Analgesic Efficacy of Nerve Blocks After Abdominoplasty: a systematic review. PubMed. PubMed 31680144
  8. Versyck B, et al. PECS block meta-analysis. PubMed. PubMed 32109825
  9. PECS block versus control for breast surgery. PubMed. PubMed 34593675
  10. ESP block decreases pain and opioid consumption after breast surgery, systematic review. PMC. PMC 6908334
  11. PECS II versus ESP block in modified radical mastectomy. PubMed. PubMed 33786681
  12. SAMBA Pectoralis Blocks Practice Advisory for ambulatory breast surgery. PubMed. PubMed 35428960
  13. Toms L, et al. Single dose oral paracetamol for postoperative pain. Cochrane. PubMed 18843665
  14. Single dose oral paracetamol for postoperative pain. Cochrane Library. Cochrane CD004602
  15. Single dose oral ibuprofen plus paracetamol for postoperative pain. Cochrane Library. Cochrane CD010210
  16. Intravenous lidocaine in surgery, randomized comparative trial. PubMed. PubMed 35382963
  17. Bell RF, et al. Perioperative ketamine for acute postoperative pain, systematic review. PubMed. PubMed 21773855
  18. S-ketamine for postoperative analgesia, meta-analysis. PubMed. PubMed 33007645
  19. Dexmedetomidine versus lidocaine, meta-analysis on quality of recovery. PubMed. PubMed 41673671
  20. Apfel CC, et al. Apfel score for predicting PONV. PMC. PMC 3743191
  21. Gan TJ, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of PONV. PubMed. PubMed 32467512
  22. Update on PONV management. PubMed. PubMed 34596699
  23. Updates on Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) in plastic surgery. PMC. PMC 10269427
  24. ERAS Society. Breast Reconstruction Guidelines. erassociety.org/breast
  25. Preoperative carbohydrate loading, review. PubMed. PubMed 26197803
  26. Carbohydrate loading reduces length of stay. PubMed. PubMed 40450020
  27. ERAS in breast reconstruction, meta-analysis. PubMed. PubMed 30306426
  28. ERAS in tissue expander breast reconstruction. PMC. PMC 11161298
  29. Same-day discharge in alloplastic breast reconstruction. PMC. PMC 5871068
  30. ERAS in DIEP flap reconstruction. PMC. PMC 11562207
  31. ERAS reduces opiate prescribing in plastic surgery. PMC. PMC 8626793
  32. ERAS with regional blocks in outpatient plastic surgery reduces opioid use. PubMed. PubMed 33730152
  33. Persistent opioid use after elective surgery, systematic review. JAMA Network Open, 2020. JAMA Network Open 2020
  34. Brummett CM, et al. New persistent opioid use after minor and major surgery. JAMA Surgery, 2017. JAMA Surgery 2017
  35. Patient expectations and pain after VATS. PMC. PMC 6657569
  36. Preoperative evaluation and patient education. PMC. PMC 2464262
  37. Preoperative consultation and patient outcomes. PubMed. PubMed 37666742
  38. Patient education in surgery, narrative review. PMC. PMC 10732618
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